No dinâmico ecossistema corporativo atual, a capacidade de uma organização evoluir depende diretamente da agilidade de aprendizagem dos seus colaboradores.
Como afirmou o futurista Alvin Toffler: “O analfabeto do século XXI não será aquele que não sabe ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender.”
É pois neste enquadramento de agilidade de aprendizagem ou seja, de uma imperativa necessidade de “aprender, desaprender e reaprender” sob pena de obsolescência, que as empresas têm que desenvolver o planos de formação para as suas equipas.
No entanto, formar adultos i.e., cérebros maduros não resulta com a simples transferência de informação, requer o respeito pelos mecanismos biológicos e psicológicos que governam o cérebro maduro.
Num adulto, colaborador de uma empresa este processo de “ aprender, desaprender e reaprender ” não ocorre como um ato isolado da vida que acontece. O processo de aprendizagem disputa a atenção do formando entre diversas reuniões, fusos horários fiferentes e claro, responsabilidades familiares. É por isso que é tão relevante atentar à neurociência e à andragogia (vs pedagogia) como bases de um efetivo processo de aprendizagem e que valida o modelo híbrido e flexível como a solução definitiva para a retenção de conhecimento.
A aprendizagem do Adulto (Andragogia): Autonomia como Motor
A Andragogia, termo popularizado por Malcolm Knowles, postula que os adultos aprendem de forma distinta das crianças. Enquanto a pedagogia é frequentemente diretiva, a andragogia baseia-se no autoconceito de um indivíduo que caminha para a autonomia. Para o cérebro adulto, a relevância e o controlo sobre o processo de aprendizagem são determinantes para a libertação de dopamina, o neurotransmissor que facilita a capacidade do cérebro de fortalecer as conexões (sinapses) entre os neurónios em resposta a estímulos, aprendizagem, experiências, etc. (a plasticidade sináptica).
Segundo Knowles, um dos pilares da aprendizagem de adultos é a orientação para a prontidão. O profissional moderno só aprende eficazmente quando percebe que aquele conhecimento resolve um problema imediato na sua rotina. Ou seja, um adulto prepara-se para aprender quando sente necessidade de saber algo para lidar com situações reais da sua vida pessoal ou profissional.
A aprendizagem e a Curva de Esquecimento
A neurociência moderna revela que a aprendizagem de línguas é uma das atividades mais complexas para o cérebro humano, envolvendo o córtex pré-frontal (função executiva), o lobo temporal (processamento auditivo) e a área de Broca (produção da fala). Para que estas redes neuronais se fortaleçam, a consistência ao longo do tempo é mais importante do que a uma forte intensidade circunscrita e isolada no tempo.
O neurocientista Hermann Ebbinghaus descreveu a “Curva do Esquecimento”, demonstrando que perdemos cerca de 70% da informação nova em 24 horas se não houver reforço. Num modelo exclusivamente presencial e rígido, o intervalo entre aulas pode comprometer a retenção dos conceitos.
Aqui, a componente e-learning autónomo atua como um sistema de suporte à memória de longo prazo. Ao permitir que o colaborador aceda a micro-conteúdos e exercícios de reforço no seu próprio ritmo. Com este processo, estamos a utilizar o princípio da repetição espaçada (spaced repetition), essencial para consolidar a memória sem sobrecarregar a carga cognitiva.
O Modelo Híbrido: A Sinergia entre o Social e o Digital
A eficácia da formação reside pois na integração de três vertentes que respondem a diferentes necessidades andragógicas / pedagógicas e biológicas:
O Valor do Grupo – Presencial e Online Síncrono: A Neurociência Social
O cérebro humano é um órgão social. O neurocientista Matthew Lieberman, em “Social: Why Our Brains Are Wired to Connect”, argumenta que a nossa necessidade de ligação social é tão fundamental quanto a de comida ou abrigo. Por isso a aprendizagem em grupo pode ser bastante relevante. Nas aulas em grupo (presenciais ou online), a interação em tempo real com professores e com colegas, ativa os neurónios-espelho, facilitando a imitação fonética e a empatia cultural. É o ambiente ideal para simular negociações e construir a coesão de equipa
O Poder da autonomia do E-learning: Redução da Carga Cognitiva
A Teoria da Carga Cognitiva, de John Sweller, alerta que a nossa memória de trabalho tem capacidade limitada, pelo que o acesso a plataformas de aprendizagem autónoma, como o e-learning, permite que o formando faça o “deep work” (em âmbito de aprendizagem linguistica podemos estar a falar da percepção das regras gramaticais e o aprofundar de vocabulário técnico) sem a pressão social do grupo. Isso respeita o ritmo circadiano de cada um — por exemplo, alguns colaboradores são mais produtivos e focados de manhã cedo, para outros a sua aprendizagem é mais eficiente à noite.
A Flexibilidade Logística: Cortisol vs. Aprendizagem
O stress é o maior inibidor da aprendizagem. Níveis elevados de cortisol bloqueiam o hipocampo, a área responsável pela formação de novas memórias. Ao oferecer aulas online ou nas instalações da empresa, tendencialmente existe uma mitigação do nível de stress inerente às deslocações e/ou ao conflito de agendas. Ao respeitarmos uma agenda estaremos a proporcionar um cérebro mais relaxado e pronto para absorver informação.
Vantagens Estratégicas da Formação Combinada
Ao adotar uma estratégia que integra o presencial, o online e o e-learning, as empresas garantem:
- Personalização Andragógica / Pedagógica: Resposta a diferentes estilos de aprendizagem (visuais, auditivos e cinestésicos).
- Inclusividade de Agendas: Possibilidade de formação para equipas em regime de teletrabalho, viagens de negócios ou turnos diferenciados.
- Escalabilidade: Capacidade de formar grandes grupos com a mesma qualidade, independentemente da localização geográfica.
- Monitorização de Progresso: Através das ferramentas digitais, o RH consegue métricas precisas de envolvimento e evolução.
Linguagest, o seu Parceiro na Gestão do Talento
“Aprender, desaprender e reaprender” não é um processo nem fácil, nem linear, é um ciclo contínuo que exige o parceiro certo.
A Linguagest não oferece apenas cursos de línguas; A Linguagest oferece um ecossistema de aprendizagem desenhado sobre os pilares da andragogia e da neurociência aplicada ao contexto corporativo.
Quando a Linguagest oferece flexibilidade entre o presencial, o online e o e-learning, não está apenas a dar conveniência logística; está a devolver ao formando o controlo andragógico sobre o seu próprio processo de aprendizagem e desenvolvimento.
Como expomos nas nossas soluções corporativas, a nossa metodologia foca-se na agilidade. Com professores nativos e soluções de formação totalmente personalizáveis, garantimos que a sua empresa mais do que “oferecer” formação aos seus colaboradores, constrói equipas capazes de comunicar com confiança e eficiência no mercado global.
Num mundo onde a única constante é a mudança, o domínio de idiomas é a ferramenta que permite à sua equipa estar mais próxima do Mundo e poder ler o amanhã.
Na Linguagest, estamos prontos para desenhar o plano de formação que respeita o cérebro dos seus colaboradores e os objetivos do seu negócio.
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